
sexta-feira, 22 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
01:52
Até que nos víssemos poderíamos simplesmente negar restos de festa, vidros, avernizados de poeira acrílica manta resinada, sorvetes, tortas na cara. Apenas aquilo. Desde expor em mim a violência até sermos mudos novamente. Teu olho, que era roxo, um vermelho que fujo. Nem aceito esses encontros. Vítimas não éramos, fomos algo que eu mesmo sei assim terríveis, jantar a dois que a rotina desfazia. Demasiadamente homens.
Pelo meu bigode reconheces restos de cervejas. Vou à porta onde há o táxi. - Ao encontro do não-você. Era vidro e se acabou no amor, que tu me tinhas. Era vidro. Vidro meu olho pirata travando batalhas em nervos que não disfarço. O signo do fogo, bem sabes. Fora, nada mais soubeste de mim, nem que escrevo. Eu te desenharia hoje, até que apareceste, e agora passo a desejar situações menos novelizadas a fim de evitar surpresas desconcertantes.
Pelo meu bigode reconheces restos de cervejas. Vou à porta onde há o táxi. - Ao encontro do não-você. Era vidro e se acabou no amor, que tu me tinhas. Era vidro. Vidro meu olho pirata travando batalhas em nervos que não disfarço. O signo do fogo, bem sabes. Fora, nada mais soubeste de mim, nem que escrevo. Eu te desenharia hoje, até que apareceste, e agora passo a desejar situações menos novelizadas a fim de evitar surpresas desconcertantes.
terça-feira, 28 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Também violados os direitos que eram seguir, onde haviam nos sabotado. As formas que encontro de reatar, pouco a pouco, ao rastro - que corria em resto pelas portas. Uma única vez em alguns meses escolho a melhor data para rememorar esse não sei quê de indecisão. Entendo também a mim como uma peça reconectada ao jogo, que era defender, por medo, nossas chances variantes.
Só eu aceito.
Só eu aceito.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Lah lah lah lah ♪, Ulysses.
Outra vez eu queria sonhar com coincidências e acasos positivos do cotidiano, queria uma resposta rápida para deslizes e decepções variadamente impessoais. While I sit here. A sentimental face. Não é assim na letra? Yes, it is. Porque ultimamente Ulysses - título da primeira faixa de um disco novo - também é personagem do Livro dos Prazeres de Clarice. Lah lah lah lah ♪. E quem, além de mim, quem seria o terceiro? Outra vez eu queria entender recursos, das línguas, comunicações, perceber que uma metalinguagem era a partir da matriz eu. Dispor objetos soltos à mesa, formar ábaco com resto das pérolas perdidas. Contaria felicidades além do tempo. Daria uma permissão formal à minha mão para que, tranquila, fosse cativada a esperar suspensa no espaço o toque celeste. Azul certeiro.
Atemporal a tudo, anteontem, depois de amanhã. Não cronológicos. A imagem pintada antes mesmo do desenho. No mesmo discurso, linguagem imperfeita. O relato é simples e repetitivo. Coincidência de sinas e das sensações. Ninguém mais, Ulysses. Senão nós mesmos.
Atemporal a tudo, anteontem, depois de amanhã. Não cronológicos. A imagem pintada antes mesmo do desenho. No mesmo discurso, linguagem imperfeita. O relato é simples e repetitivo. Coincidência de sinas e das sensações. Ninguém mais, Ulysses. Senão nós mesmos.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
PERTO
DO CORAÇÃO SELVAGEM


Atemporal à ferida, ao medo, uma delicada monotipia não resolvida. Mal impresso. Exceto pela aposta. Agora, resgatando a mim como se não tivesse acontecido. O Tudo no estado tão vazio e esburacado com capacidade própria de incomodar significativamente bem. Veja, eu sempre achei que tudo era um algo muito grande, e isso assim tão grandioso não pode ser estragado como as coisas da gente. As nossas coisas seriam uns negocinhos chatos, que sim um dia podem até ter sido bonitos, mas que hoje não seriam mais nada. Ou melhor, uns nadinhas de nada ocos e com apitos agudos, uns barulhinhos ao mesmo tempo macios e pontudos que de longe até mesmo fariam você associá-las a um amarelo patinho de borracha. Zumbido que leva moscas a alvos mortíferos. Espetáculos ferozes. E o mesmo destino do meu.
Sim. Eu aceito.
Sim. Eu aceito.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
CINDY SHERMAN SEMPRE ME LIGA
Era a gama de impossibilidades viáveis. Tédio. Asseio. Comodidades vãs. Nunca resgatar-se. Aos poucos teu remédio seria refeito de miudezas cotidianas. Tão antiquados eram os jeitos, os móveis, a estética. Nada funcionaria. Nem mesmo a fumaça sobre panelas, os passeios, nada aconteceu. Era inventado o rosto, as aproximações em desenho, os desentendimentos. As negações multifacetadas.
Ter em si diversas tentativas. Refazê-las, pelos jeitos, rostos, estilos. Como não havendo escolha certa, nem resposta, nem ponto de chegada. Teus devaneios simplesmente aconteceriam, como balão flutuante, um sol poente na tarde. Naturalmente a mesma simplicidade com que aconteceriam soluções e incertezas. Estar ali, nada mais, é só.
sábado, 17 de janeiro de 2009
AS GUERRAS MUNDIAIS
Pensado em nós, de fato. Por aquilo que agora faz sentido. Por estes atributos, pelo zêlo em se cuidar minimamente, ou nada mesmo, no que não lhe convinha. Acreditamos na serenidade tão calmamente ao ponto de entristecer por algum alheio balançar de ombros. Como se passividade, ausência, as provas de qual gostar? Mudez? Sutileza? Inversões? Especulações? Um nada. Que nem mesmo nós, a alguma maneira feliz, fôssemos pegos por esta distração. Esta que eu prefiro crer distração, à perda ou abandono. Um SIM que não aceito. Tampouco culpo.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
SPEAK IN ENGLISH, MARIA ELENA
Pensava toda a vida em simplicidade. Líquidos, delicadezas, aromas. Passagens limpas. Verdades, cristais, cordas e bambolês. A cor pelo abajur ou a forma através da renda. De fato que as gôndolas, aos poucos, sendo tomadas de bizarrices, como linguiça de frango ou hamburguer de calabresa, encontrar a camisa branca ou sapato claro que o convalesce seria coisa impossível. Daí já era difícil vestir a primeira peça que aparecesse. A medida que nosso texto se complicava, flores, Fridas, Paolas Brachos ou Marias del Barrio compunham com louvor as suas touradas. Guitarristas espanhóis e uma porrada de recursos. Nesse vão, passando ao palco tais óperas desorientadas, recorrecorremos à violões acústicos, àquela objetividade de cores primárias que não se reconhece mais ao cotidiano. Um erro, essa verdade.
Franqueza enfeitada de xadrez; um belo frango.
Desossado, muito chilli e uma pitada de substância desconhecida qualquer.
Franqueza enfeitada de xadrez; um belo frango.
Desossado, muito chilli e uma pitada de substância desconhecida qualquer.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
QUE SIMPLESMENTE ACONTECEM
TAMBÉM, ENTRE OUTROS
Do fato de ter construído, à risca, uma estética pouco funcional, departamentos de riscos e desafetos, sangrias desatadas e também as revoluções corporais interrompidas. Nada valendo. Exceto, é claro, as canções suaves no mesmo player. Intenções de estabilidade vivendo à deriva, refeitas, um emaranhado de remendos ou membros desconjuntados.
Paris também foi refeita um dia. Quando simplesmente teus fluxos eram involuntários, enganosos, desencorajados. Depois se transformou na mesma beleza santificada que procuro, de maravilhas do mundo, ser jardim esplendoroso sobre aterro de não-se-quem. Menos o meu. Meu mito, meu mesmo. O mesmo tanto de zêlo de um adiante. Um enfeitado futuro, boa vontade, frutas lustrosas à mesa naquelas reações construídas. Mosaicos estáveis recolhidos com o mesmo cuidado com que varríamos desenganosos, tateando errado tais escolhas, fugindo pra dentro de conchas sonoras naquele enganozinho sem vergonha. Mosaicos de quebra-cabeças numa composição absurda, desconexa, prolixa, convexa: O mesmo enigma retornando em ciclos moderados.
Um sim apavorado e corajoso.
Um voto de retratação consigo.
Paris também foi refeita um dia. Quando simplesmente teus fluxos eram involuntários, enganosos, desencorajados. Depois se transformou na mesma beleza santificada que procuro, de maravilhas do mundo, ser jardim esplendoroso sobre aterro de não-se-quem. Menos o meu. Meu mito, meu mesmo. O mesmo tanto de zêlo de um adiante. Um enfeitado futuro, boa vontade, frutas lustrosas à mesa naquelas reações construídas. Mosaicos estáveis recolhidos com o mesmo cuidado com que varríamos desenganosos, tateando errado tais escolhas, fugindo pra dentro de conchas sonoras naquele enganozinho sem vergonha. Mosaicos de quebra-cabeças numa composição absurda, desconexa, prolixa, convexa: O mesmo enigma retornando em ciclos moderados.
Um sim apavorado e corajoso.
Um voto de retratação consigo.
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